• Porto Velho, 22/04/2026
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    Seleção Brasileira Sub-15 transforma passagem por Porto Velho em vitrine de talentos e histórias de formação

    Entre treinos, amistoso no Aluizão e histórias de renúncia, jovens atletas mostram que o caminho até a amarelinha começa muito antes do campo

    Malu Guastala/Loide Gonçalves/GE
    Seleção Brasileira Sub-15 transforma passagem por Porto Velho em vitrine de talentos e histórias de formação

    Porto Velho recebeu, na última semana, mais do que treinos e um amistoso da Seleção Brasileira Sub-15. Recebeu histórias. Histórias de jovens que saíram cedo de casa, trocaram rotina, cidade e convivência por um objetivo que ainda está distante, mas já começa a ganhar forma.


    No calor intenso e sob o céu aberto da capital rondoniense, a preparação aconteceu em um cenário diferente. Dentro de campo, porém, o padrão foi o mesmo: intensidade, concentração e um grupo que já entende o peso de vestir a camisa da Seleção, mesmo em início de trajetória.


    Por trás da camisa amarela, o que aparece vai além do talento. Há decisão, disciplina e, quase sempre, alguém que acreditou antes.


    O goleiro Arthur é um exemplo claro disso. Inspirado por referências da posição, ele encontrou cedo o caminho que queria seguir. “Eu me espelhei no Courtois e no Alisson. Foi aí que percebi que queria ser goleiro. Comecei a treinar e, um dia, um goleiro do Internacional me levou para o clube. Já estou lá há quatro anos. Sempre foi um sonho jogar no Inter e agora também na Seleção. É muita responsabilidade, mas é um sonho sendo realizado”, relatou.


    Histórias semelhantes se repetem dentro do elenco, ainda que com trajetórias distintas. O volante Amilton iniciou no futebol ainda na infância, impulsionado pelo pai, e evoluiu gradualmente até alcançar uma estrutura de alto nível. “Comecei numa escolinha com três anos. Fui evoluindo, me destacando nos campeonatos e subindo de categoria. Até que surgiu a oportunidade de entrar no Palmeiras. Era um sonho desde pequeno jogar em um time grande”, relembrou.


    O percurso até esse estágio, no entanto, exige sacrifícios desde cedo. A rotina já impõe regras claras. “Para ser atleta tem que abrir mão de várias coisas. Dormir cedo, cuidar da alimentação, se hidratar, cuidar do corpo, que é o nosso instrumento de trabalho”, explicou Amilton, demonstrando uma maturidade que ultrapassa a idade.


    Enquanto muitos jovens ainda buscam direção, eles já vivem sob uma lógica profissional. Treinos constantes, cobrança interna e externa, disciplina diária e um objetivo definido.


    À frente desse processo está o técnico Guilherme Dalla Déa, que trata o desenvolvimento dos atletas com foco além do resultado imediato. “Eles têm o sonho de chegar ao profissional, de assinar contrato, de jogar pela Seleção. O nosso papel é criar um ambiente em que eles entendam a importância de aproveitar esse momento e de desfrutar experiências como essa competição na Croácia, que será a primeira internacional deles com a Seleção”, afirmou em entrevista à equipe do ge.


    A passagem por Porto Velho também carrega um valor simbólico relevante. A última vez que uma seleção de base esteve em Rondônia foi em 1999. Mais de duas décadas depois, o retorno marca um novo ciclo, com outros nomes, novas trajetórias e um destino já traçado: o Vlatko Markovic Tournament, previsto para maio de 2026.


    Antes do embarque, o grupo deixou mais do que uma sequência de treinos e um amistoso. Deixou um retrato claro de como começa a construção de um atleta de alto nível: cedo, com exigência e sustentado por um projeto que mistura talento, disciplina e ambição.


    É nessa fase que o futebol ainda não é resultado, mas processo. Ainda não é consagração, mas construção. E é exatamente aí que começam as histórias que, mais tarde, chegam ao topo.




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