Justiça solta influenciadora acusada de mandar torturar suspeitos de furto em Porto Velho
Decisão foi tomada nesta sexta-feira (17) e considera ausência de risco ao processo; influenciadora seguirá respondendo em liberdade com medidas cautelares
A influenciadora digital Izabela Thais Paiva Macedo, conhecida como Iza Paiva, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça de Porto Velho nesta sexta-feira (17). A medida foi autorizada após solicitação da defesa jurídica da acusada.
A decisão judicial se baseia principalmente no fato de que a fase de instrução criminal já foi concluída, com audiência realizada no dia 1º de abril. Com isso, o entendimento é de que não há mais elementos que justifiquem a manutenção da prisão para evitar interferências na produção de provas.
Na decisão, o juiz destacou que a prisão preventiva deve ser medida excepcional e não pode ser mantida sem fundamentos atuais e concretos. Também considerou as condições pessoais da influenciadora, como residência fixa, atividade lícita e ausência de indícios de tentativa de fuga, além da desproporcionalidade da manutenção da prisão após o tempo já cumprido em regime fechado.
📲 Entre no nosso canal do WhatsApp e acompanhe as principais notícias de Porto Velho em tempo real: https://whatsapp.com/channel/0029VaBdNZpKAwEsN8euvK2k
Apesar da liberdade concedida, Iza Paiva deverá cumprir medidas cautelares previstas no Código de Processo Penal. Entre elas, está a proibição de deixar a comarca de Porto Velho sem autorização judicial e a proibição de manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, com as vítimas do processo.
O alvará de soltura foi expedido com efeito imediato, salvo se houver outro mandado de prisão em aberto. O Ministério Público foi devidamente intimado, e o processo segue seu trâmite regular na capital rondoniense.
Iza Paiva foi presa no dia 15 de outubro do ano passado, suspeita de ordenar que integrantes do Comando Vermelho torturassem dois homens acusados de invadir e furtar sua residência. Segundo a Polícia Civil, a influenciadora, de 26 anos, teria vínculos com a organização criminosa e, mesmo estando fora do estado no momento do furto, teria determinado a localização dos suspeitos, a punição e a recuperação dos bens subtraídos.



