Presidente do TJ deve assumir Governo de Rondônia interinamente
Recusa do vice-governador e do presidente da Assembleia Legislativa levou à ativação de medida constitucional inédita na sucessão imediata
- Por Redação
13/04/2026 | Atualizado em 13/04/2026 - 19h09
O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), cumprirá agenda oficial no exterior entre os dias 15 e 24 de abril, o que provocou uma situação atípica na linha sucessória do Executivo estadual. Diante do cenário, o governo precisou acionar uma alternativa fora da sequência tradicional para garantir a continuidade administrativa durante o período.
Documento oficial publicado na tarde desta segunda-feira (13) confirma que tanto o vice-governador Sérgio Gonçalves (UB) quanto o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alex Redano (Republicanos), recusaram assumir o comando do Estado. Segundo o Ofício nº 3451/2026, Gonçalves comunicou ausência por interesse particular, enquanto Redano declarou impedimento para exercer a função.
Com o esgotamento das opções diretas na linha sucessória e diante do prazo reduzido para formalização dos atos administrativos, o governador recorreu ao artigo 59 da Constituição Estadual. A medida permite, em situações excepcionais, a convocação de outra autoridade para garantir a regularidade institucional.
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No documento, Marcos Rocha solicita que o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, se manifeste sobre a viabilidade de assumir o Governo interinamente, assegurando a continuidade da gestão pública durante sua ausência no país.



